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Quando somos crianças, vagamos pelo nosso futuro. Planejávamos, sem a mínima estratégia. Sonhavamos, brincávamos e desafiavamos a nós mesmos nas brincadeiras e nos jogos. Foi assim que tudo começou, brincando na piscina de um tio meu, na cidade de Itatiba, onde os meus avós moravam e onde eu passava quase todos os meus finais de semana.

Na oficina do meu avô, o nonno Mario, que ele trancava para não haver invasões da criançada e minha avó, a nonna Lina, sempre por "descuido após uma piscada de olho" deixava a chave onde a gente achava, foi lá naquele mundo que tudo começou. Era um mundo mágico, martelo, chaves, serras, pregos e o mais importante madeiras de todo o tipos, para uma criança de 7 anos, o perigo e a diversão sempre andam juntos.

Eu começava a fazer os meus primeiros barquinhos, hora com tábuas e hora com bambus, mas a diversão era sempre a mesma, fazer barquinhos para brincar na piscina. Não fugindo do grande mundo naútico, durante a semana, na fábrica do meu avô paterno, o nonno Ettore, grande Molinaro, a aventura continuava. Caixas de charutos que viravam lancha com motorzinho de brinquedos, veleiros feitos com carcaça de ferro de passar roupa ( aquele GE cromado), caixa de Isopor de bombons, que transformavam em barcos de guerra para os meus bonecos do Forte

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